14 de abril de 2009

És amar

Subo degraus aos céus.
A angústia que arrasto
é meu véu.

Viver-te é prazer intenso.
Norteio o vento,
lambuzo açúcar no mar,
pinto o céu de vermelho...
Ensino o mundo a amar.

Desço escada nua,
se um dia hei de ser tua...
De meu sangue beberias o vinho,
seria teu mel.

O véu que já nem lembro
acobertaria-nos do vento.
Beberíamos o mar.
Meu mel ensinar-te-ia
tão somente
a me amar.

És o nexo que faltava,
a estrutura do par.
A tônica da rima,
o inicio do verso,
o contexto...
Ponto
És amar.

3 comentários:

  1. Opa.Que maravilha. Que bem que escreves!...

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  2. A sua sensibilidade.
    Viva!

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  3. Fabuloso!
    Estonteante!
    Envolvente!
    Simplesmente genial!
    :*

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